La Raza Africana a Negrx: breve genealogia da imprensa afro-argentina (1858-2025)
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Introdução
A história da imprensa negra argentina e as distintas estratégias de comunicação afro-argentinas constituem uma dimensão fundamental para compreender a experiência afro-argentina e o desenvolvimento da consciência racial, política e cultural no país. Desde meados do século XIX até a atualidade, a comunidade afrodescendente argentina tem gerado espaços de comunicação com múltiplas funções: identificação, socialização, visibilização, denúncia do racismo estrutural, construção da memória histórica, participação em debates políticos e culturais, entre outras. Essa tradição desenvolveu-se em paralelo aos processos de consolidação do Estado nacional, à expansão urbana de Buenos Aires, à chegada massiva de imigrantes europeus e à construção de um relato nacional centrado na ideia de uma Argentina branca e europeia. Nesse contexto, a imprensa negra não atua apenas como veículo de informação, mas converte-se em um instrumento de resistência, educação e articulação comunitária, contribuindo para a afirmação de direitos e da agência histórica, bem como para a preservação da memória de uma população que foi sistematicamente marginalizada, subalternizada, invisibilizada, negada e estrangeirizada (PITA, 2021)1.
Pita, Federico. ¿De qué Hablamos Cuando Hablamos de Racismo? La necesidad de una perspectiva étnico-racial en el desarrollo, implementación y evaluación de las políticas públicas. Cuadernos del INAP, Ano 2, n° 61, 2021, Instituto Nacional da Administração Pública, Argentina.
O objetivo deste ensaio é traçar uma genealogia da imprensa negra argentina, compreendendo suas continuidades, rupturas e transformações ao longo de mais de um século e meio. A genealogia abarca os primeiros periódicos do século XIX, como La Raza Africana e El Proletario, que surgiram como ferramentas de crítica social e política sob a liderança de Lucas Fernández e com a colaboração de figuras como Gabino Ezeiza. Posteriormente, analisa-se o período do início do século XX, marcado pelo apagamento da comunidade afro-argentina na narrativa oficial e pela migração de suas penas para outros formatos culturais, como o tango e o cinema, exemplificados na figura de José Agustín Ferreyra. O percurso prossegue com a segunda metade do século XX, destacando a atuação de En rique Nadal, intelectual e ativista que, por meio do Comitê Argentino-Latino-Americano de Luta Contra o Apartheid e de seu boletim Soweto Informa, consolidou um modelo de imprensa negra vinculado à ação política e à comunicação estratégica. Por fim, aborda-se o século XXI, no qual a seção Negrx do jornal Página/12 consolida um espaço especializado e de projeção massiva de vozes afrodescendentes, articulando memória his tórica, análise crítica e participação comunitária em um marco transnacional.
Ao longo das décadas, a comunidade afro-argentina soube transformar seus canais de difusão e suas estratégias de comunicação para enfrentar a negação e as tentativas de apaga mento, com ênfase no discurso escrito. Este ensaio propõe ler a imprensa negra argentina como um continuum de criatividade, resistência e adaptação que, ao mesmo tempo em que foi se adaptando e se transformando, manteve uma função central: reafirmar identidades, construir memória coletiva e denunciar as desigualdades raciais e sociais.
O estudo da imprensa negra oferece ferramentas para analisar a persistência da desigualdade racial, os mecanismos de exclusão e a capacidade da comunidade afro-argentina de resis tir e construir espaços de elaboração identitária, denúncia, visi bilidade e agência política. A genealogia aqui proposta busca, portanto, compreender os sentidos, as estratégias e os alcances de uma tradição jornalística que foi e continua sendo um pilar fundamental para a afirmação da afroargentinidade e para a luta antirracista no país. Este ensaio, por meio de um percurso cronológico e analítico, permite reconhecer a continuidade de um projeto comunicativo que, desde La Raza Africana até Negrx, articula memória, cultura, política e resistência, consolidando um legado que é, ao mesmo tempo, histórico e contemporâneo, local e transnacional.
Século XIX: os primeiros jornais afro-argentinos e as penas fundacionais
A imprensa negra em Buenos Aires surge em um período marcado pela consolidação do Estado nacional, pela expansão de Buenos Aires como porto cosmopolita e pela influência cres cente de correntes europeias de pensamento político e cultural. Nesse cenário, a comunidade afro-portenha buscava enfrentar a discriminação racial e afirmar-se como ator social e político na nova nação independente em construção.
É nesse contexto que nasce, em 1858, La Raza Africana o El Demócrata Negro, fundado por Lucas Fernández, uma das pri meiras experiências da imprensa afro-argentina, que combinou ativismo político, crítica social e reflexão cultural. Fernández, descendente de pessoas escravizadas, concebeu o periódico como um espaço de educação política, denúncia do racismo estrutural e promoção da igualdade, estabelecendo um mo delo de comunicação comprometida que seria retomado por gerações posteriores. A publicação apresentou-se como um meio político, literário, industrial e comercial, afirmando em seu prospecto que sua bandeira era a da paz, da igualdade e da defesa dos interesses da comunidade afrodescendente, conectando esses princípios aos ideais emancipatórios da independência sul-americana.
La Raza Africana manteve periodicidade semanal por pouco mais de dois meses. Embora tenham sido publicados 13 números, seu impacto foi significativo: não apenas serviu como instrumento de agência política da comunidade negra, mas também como espaço de debate e de construção identitária. Entre seus colaboradores destacam-se figuras como Sandalio Escuti y Quiroga, embora Lucas Fernández tenha permanecido como referência e editor principal, articulando os conteúdos a partir de um enfoque político e social bastante consciente do momento histórico vivido por Buenos Aires. O periódico abordou questões que iam desde a educação até a promoção da cultura afrodescendente, passando pela denúncia do racismo institucional e pela exortação à participação cívica, convertendo-se em um verdadeiro espaço de resistência intelectual e comunitária. O uso de pseudônimos, habitual na época, permitiu que muitos colaboradores expressassem ideias críticas sem se exporem a sanções sociais ou políticas, estabelecendo uma prática que se manteria na imprensa afro-argentina das décadas seguintes.
Poucos meses após o desaparecimento de La Raza Africana, em novembro de 1858, Lucas Fernández fundou El Proletario, um periódico com um enfoque mais explicitamente social e traba lhista, destinado a representar os interesses das classes menos favorecidas, incluindo a população afrodescendente. Esse veí culo combinou a análise da situação econômica com a denúncia das desigualdades e a reivindicação de direitos, articulando as preocupações da comunidade negra às demandas do incipiente movimento operário da época. El Proletario consolidou a ideia de que a imprensa negra deveria adaptar-se às circunstâncias sociais e políticas, deslocando seu foco da mera defesa racial para a articulação com causas populares mais amplas, sem, contudo, abandonar sua identidade afrodescendente específica.
À La Raza Africana e El Proletario sucederam-se outras pu blicações, algumas efêmeras, outras de maior duração, que contribuíram para diversificar as vozes afro-argentinas. Periódicos como La Juventud, La Igualdad, La Perla e Nuestra Raza abordavam temas como educação, cultura, denúncia do racismo e integração social, constituindo espaços complementares de expressão cultural e de resistência.
Por meio desses veículos, a comunidade afrodescendente argentina conseguiu manter um registro de seus debates in ternos, de suas reivindicações e de suas conquistas e, ao longo das décadas, preservar viva sua memória histórica como co munidade, que começava a ser invisibilizada pelas narrativas oficiais da nação. Intelectuais e artistas afro-argentinos como Horacio Mendizábal e Gabino Ezeiza enriqueceram essas publi cações com conteúdos literários e críticos. Horacio Mendizábal, poeta e ensaísta, questionou de forma explícita as estruturas de racismo institucional que predominavam no sistema político vigente, sob governos como o de Domingo F. Sarmiento. Em sua obra Horas de Meditación, evidencia-se a consciência crítica de um setor da sociedade negra diante da exclusão e da invi sibilização, utilizando a escrita como ferramenta de reflexão e denúncia e contribuindo para o debate público sobre igualdade e cidadania plena. Paralelamente, Gabino Ezeiza, reconhecido músico e payador2, participou de diversas publicações, frequentemente sob pseudônimo, articulando seu pensamento político e cultural por meio da música, do verso e da escrita.
Nota da tradução (N.T.): Payador: Poeta-improvisador característico da cultura gaúcha e rio-platense, que participa de payadas (desafios poéticos e musicais), equivalente ao repentista brasileiro.
A imprensa negra, em suas diferentes formas, estabeleceu, assim, uma tradição de comunicação crítica e consciente, na qual informação, reflexão cultural e ação política se entrelaça vam de maneira indissociável. No contexto de uma Argentina que, desde sua independência e consolidação nacional, tendia a construir uma narrativa eurocêntrica e embranquecedora, relegando os afro-argentinos a uma periferia econômica, sim bólica e social, a imprensa negra tornou-se um instrumento estratégico de denúncia dessas tendências, atravessando gera ções e constituindo-se como um mecanismo de construção de memória, identidade e coesão comunitária, lançando as bases de uma genealogia histórica que conecta o século XIX às ex pressões culturais e políticas afro-argentinas posteriores.
Início do século XX: invisibilização, apagamento e a migração a outros formatos
No início do século XX, a Argentina vivenciava transformações profundas em suas estruturas sociais, políticas e culturais, que tiveram impacto direto sobre a comunidade afro-argentina e sobre a imprensa que a representava. Buenos Aires havia se consolidado como porto e cidade cosmopolita e projetava-se como a “Paris sul-americana”, receptora das ondas migratórias massivas provenientes da Europa e do suposto progresso que elas traziam. Também começava a se consolidar a narrativa nacional centrada na ideia de uma Argentina branca, europeia e moderna, cuja contraface era a homogeneização cultural e racial.
Nesse contexto, muitas das funções anteriormente desem penhadas pelos periódicos afro-portenhos foram absorvidas pela organização sindical e pela imprensa operária, que surgiam em paralelo aos incipientes processos de industrialização e sindicalização. Embora nesses espaços fossem oferecidos fó runs de debate social e político, sua perspectiva não era espe cificamente afrodescendente; a comunidade negra precisou, portanto, adaptar-se e deslocar suas vozes para formatos mais amplos e, frequentemente, mais indiretos. Na virada do século, até mesmo o carnaval, expressão pública afro-argentina por antonomásia, havia sido apropriado por comparsas de brancos fantasiados de negros. Os espaços de sociabilidade, os clubes de bairro, os centros culturais e as agremiações musicais afrodes cendentes continuaram a funcionar como meios de transmis são de memória, informação e organização social. Entretanto, muitas das expressões culturais, políticas e sociais que antes se condensavam na imprensa negra deslocaram-se para outros canais de circulação, como a literatura, o circo criollo, a música popular e, posteriormente, o cinema.
Dois dos expoentes mais claros dessa transição foram Ga bino Ezeiza e José Agustín Ferreyra. Gabino levou o circo criollo por todo o país, cocriando e consolidando o tango-canção e difundindo sua crítica política e social por meio do drama criollo e da payada. Ferreyra, por sua vez, cineasta, cenógrafo, rotei rista, letrista e figura central da cultura popular portenha da primeira metade do século XX, dedicou sua carreira artística a retratar, por meio do cinema e do tango, as lutas da classe trabalhadora e dos grupos marginalizados, as tensões sociais e as desigualdades econômicas, compreendendo a linguagem cinematográfica como a forma mais rápida e eficaz de alcançar os povos. De maneira paralela, como letrista de tango, Ferreyra inscreveu a experiência afro-argentina em um gênero musical que já havia transcendido o arrabal3 e as barreiras de classe, alcançando amplas audiências urbanas.
3 N.T.: Arrabal: Periferia urbana e marginalizada de Buenos Aires e Mon tevidéu, historicamente associada às classes populares e ao surgimento de gêneros como o tango.
Segunda metade do século XX: Soweto Informa e a luta internacional contra o racismo
A segunda metade do século XX trouxe novos desafios e transformações para a comunidade afro-argentina, marcando um momento crítico na continuidade da imprensa negra e na visibilização da afrodescendência na Argentina. A partir da década de 1950, a sociedade argentina ingressa em um período de profundas tensões políticas, econômicas e sociais, mar cado por uma sucessão de regimes autoritários que culmina na instauração de uma ditadura militar sangrenta (1976-1983). Qualquer forma de dissidência social ou política, incluindo as tentativas de reivindicação da população afro-argentina, enfrentava censura, perseguição política e, inclusive, a morte.
Enrique Nadal emerge como uma figura central nessa eta pa da história das estratégias de comunicação do pensamento negro e do antirracismo argentino. Profundamente influen ciado pela tradição de ativismo cultural e social inaugurada por intelectuais como Lucas Fernández, Horacio Mendizábal e Gabino Ezeiza, Nadal iniciou sua trajetória no movimento revolucionário da década de 1970 nas fileiras do Partido Revo lucionário dos Trabalhadores (PRT), como artista comprome tido com a revolução socialista e com a tomada do poder do Estado pela classe trabalhadora e pelo povo. Após ser preso e posteriormente libertado pela ditadura, antes de ser novamente encarcerado ou forçado ao desaparecimento, viu-se obrigado ao exílio. A partir dessa experiência, conectou-se a redes interna cionais de solidariedade e resistência negra e tomou consciência da necessidade de articular a realidade local aos movimentos internacionais de direitos humanos.
Em seu retorno ao país, Nadal consolidou seu projeto or ganizativo com a fundação do Comitê Argentino-Latino-A mericano de Luta Contra o Apartheid, que atuou como espaço de ação política e como veículo de comunicação e difusão de ideias antirracistas. A partir do Comitê, Nadal impulsionou a publicação de Soweto Informa, um boletim que articulava a luta contra o apartheid na África do Sul com a situação da população afro-argentina. Seus artigos refletiam a realidade internacional e os efeitos do racismo estrutural no país, abor dando temas como discriminação no trabalho, invisibilização cultural e marginalização social. Esse boletim representou, em muitos sentidos, uma continuidade moderna das funções desempenhadas por La Raza Africana e El Proletario: convocar, educar, informar e mobilizar o debate no interior da comuni dade afro-argentina. A estratégia de Nadal de vincular as lutas locais aos movimentos internacionais também estabeleceu um precedente metodológico importante: conceber a luta contra o racismo como um fenômeno global, no qual as experiências afro-latino-americanas dialogam com aquelas da África, das Américas e do Caribe.
Nessa mesma perspectiva, em 1999, um grupo de ativistas africanos e afro-latino-americanos fundou a revista Benkadi. Embora de curta duração, Benkadi reafirmou o caminho de uma visão afrodiaspórica de solidariedade e luta. Esse legado é fundamental para compreender a reconstrução da imprensa negra no século XXI, por meio de projetos como El Afroargentino e a seção Negrx, que retomam essas tradições e as projetam em escala nacional e internacional.
Século XXI: os casos do El Afroargentino e Negrx no jornal Página/12
O século XXI representa um ponto de inflexão para a imprensa negra na Argentina, tanto em termos de visibilidade quanto de articulação política e cultural. Após mais de um século de adaptação e reconfiguração, a comunidade afro-ar gentina consegue consolidar espaços próprios de expressão que combinam a tradição de denúncia e de construção da memória histórica com as ferramentas da comunicação contemporânea.
Nesse cenário, destaca-se a fundação do periódico El Afro argentino. Impulsionado pela organização Diáspora Africana da Argentina (DIAFAR), o projeto adotou um enfoque que arti cula informação, análise política, produção cultural e reflexão acadêmica, com o objetivo de gerar consciência e fortalecer a identidade coletiva. Após desenvolver diferentes estratégias comunicacionais, como curtas-metragens, fotolivros, rádio co munitária e campanhas em redes sociais, a DIAFAR decidiu apostar, na era da imaterialidade, pela impressão de um jornal (5.000 exemplares por tiragem), enquanto vestígio material da comunidade afro-argentina.
O projeto de El Afroargentino foi colocado em pausa com a criação da seção Negrx do jornal Página/12, outra iniciativa da DIAFAR e um dos marcos mais relevantes da imprensa negra de alcance massivo na Argentina. Diferentemente de publicações mais especializadas ou comunitárias, como Benkadi ou El Afroargentino, Negrx opera em um meio de circulação nacional e latino-americana de grande alcance (o terceiro jornal impresso mais vendido da Argentina), o que permite que os debates sobre afroargentinidade, afrodescendência e racismo estrutural alcancem um público muito mais amplo e diverso. A seção reúne colaborações não apenas da Argentina, mas também do Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Guatemala, Porto Rico, República Dominicana e Venezuela; combina reportagens, entrevistas, análises políticas, crônicas culturais e reflexões acadêmicas, mantendo sempre um fio condutor: a difusão do pensamento negro, a denúncia do racismo, da invisibilização cultural e da desigualdade socioeconômica, ao mesmo tempo em que celebra as particularidades locais e as contribuições específicas de cada contexto na Argentina, nas Américas, no Caribe e no mundo. Esse projeto fortalece as redes de colaboração entre organiza ções afrodescendentes, universidades, meios de comunicação e coletivos culturais, consolidando um ecossistema de produção de conhecimento, ação política e criação cultural que honra a tradição histórica da imprensa afro-portenha como ferramenta de agência e resistência.
Conclusões
A revisão histórica da imprensa negra na Argentina per mite observar a persistência de uma tradição comunicacional antirracista que, desde meados do século XIX, tem se desdobra do em distintos formatos e contextos. Os primeiros periódicos, como La Raza Africana e El Proletario, inauguraram uma prática de escrita e de organização comunitária que articulou a defesa de direitos à produção cultural e ao debate político. No início do século XX, diante da crescente invisibilização da comunidade afro-argentina, essas vozes buscaram outras estratégias de am plificação, deslocando-se para expressões artísticas populares como o tango, o circo criollo e o cinema, inscrevendo nelas a experiência negra em um país que avançava de forma contínua em seu projeto de embranquecimento nacional.
Na segunda metade do século XX, com o boletim Soweto Informa, editado pelo Comitê Argentino-Latino-Americano de Luta Contra o Apartheid, a imprensa negra adquiriu um caráter fortemente político e transnacional, conectando a realidade local às lutas globais contra o racismo. Soweto Informa condensou esse momento histórico, retomando a função de educar, denunciar e mobilizar por meio da palavra escrita. Já no século XXI, iniciativas como El Afroargentino e a seção Negrx no jornal Página/12 consolidaram a presença afro-argentina na imprensa nacional em permanente diálogo internacional, combinando memória histórica, crítica social e produção cultural.
A imprensa negra argentina constitui, assim, um continuum histórico de resistência, visibilização e afirmação identitária, que conecta as primeiras penas fundacionais às iniciativas con temporâneas de alcance nacional e regional. Essa genealogia evidencia que, apesar das tentativas históricas de silenciamento, negação e apagamento, a comunidade afro-argentina foi capaz de criar, sustentar e expandir espaços próprios de expressão, ar ticulando criatividade, estratégia política e compromisso social.
Esse artigo faz parte da publicação Olhares Insurgentes da Améfrica Ladina



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