
RIZOMA: CONEXÕES COMUNITÁRIAS POR JUSTIÇA CLIMÁTICA E RACIAL NA BAHIA
O Projeto Rizoma nasce do reconhecimento de que a crise climática não afeta todos da mesma forma. Em Salvador, onde desigualdades históricas atravessam o território, as populações negras e periféricas enfrentam de maneira mais intensa os impactos ambientais, muitas vezes sem acesso à informação, aos espaços de decisão ou às políticas públicas necessárias para enfrentar esses desafios.
Diante desse cenário, o Rizoma aposta na comunicação popular como ferramenta de mobilização, formação e incidência política. A iniciativa reúne comunicadores comunitários do Subúrbio Ferroviário de Salvador para construir narrativas sobre justiça climática, fortalecer redes locais e ampliar o debate público sobre adaptação climática e justiça racial.
Inspirado na ideia do rizoma — uma rede que cresce horizontalmente e se conecta em múltiplas direções —, o projeto valoriza saberes comunitários, articulações territoriais e processos coletivos de transformação.
O contexto: crise climática e desigualdade em Salvador
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A cidade de Salvador enfrenta desafios ambientais urgentes.
Entre eles:
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Salvador é a segunda capital menos arborizada do Brasil.
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Cerca de 43% da população vive em áreas de alto risco climático, incluindo encostas vulneráveis, regiões com ilhas de calor e territórios expostos a eventos extremos.
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As populações negras e periféricas são as mais impactadas por essas condições.
Esse cenário revela um problema estrutural: o racismo ambiental. Comunidades historicamente marginalizadas são também aquelas que enfrentam as maiores vulnerabilidades climáticas, enquanto permanecem distantes dos espaços onde decisões sobre planejamento urbano e políticas ambientais são tomadas.
O Projeto Rizoma surge para fortalecer vozes desses territórios e ampliar sua participação no debate público sobre o futuro da cidade.
Objetivos do projeto
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Formar comunicadores populares
Selecionar e formar 15 comunicadores e comunicadoras do Subúrbio Ferroviário de Salvador, oferecendo ferramentas para produção de narrativas sobre justiça climática e justiça racial.

Produzir conteúdos acessíveis
Estimular a criação de conteúdos multimídia que expliquem os desafios climáticos de forma clara, acessível e não fatalista, valorizando perspectivas de regeneração, cuidado e esperança.

Fortalecer mídias comunitárias
Incentivar o uso de rádios comunitárias, redes sociais e plataformas digitais como instrumentos de mobilização, informação e organização coletiva.

Ampliar a incidência política
Contribuir para a construção de redes de solidariedade e articulação territorial, capazes de influenciar políticas públicas voltadas à adaptação climática e à justiça ambiental.




