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Comunicação que nasce do afeto: aula do Rizoma transforma memória do Subúrbio em estratégia de incidência climática

Em encontro na Biblioteca Com. Afro-Indígena Meninas do Subúrbio, participantes transformam memória e pertencimento em estratégias de comunicação e advocacy.



Na terceira aula do Módulo 1 – Justiça Climática, o Projeto Rizoma, iniciativa do Instituto Commbne com o apoio do ICS(Instituto Clima e Sociedade), propôs um deslocamento importante na forma de comunicar as mudanças climáticas: sair da lógica exclusiva da denúncia e construir narrativas a partir do afeto, da memória e do pertencimento. A atividade aconteceu na Biblioteca Comunitária Afro-Indígena Meninas do Subúrbio, sede de um dos coletivos participantes da Formação, e marcou um momento de encontro, pertencimento e fortalecimento identitário para enfrentar os desafios e lutar pela justiça climática e racial.


Com o tema “O que o Subúrbio tem de melhor?”, a atividade reuniu participantes em uma roda de conversa que convidava a olhar para o Subúrbio Ferroviário a partir de suas potências — enfrentando, de forma direta, os estigmas historicamente associados ao território. A pergunta disparadora era simples, mas potente: se o Subúrbio fosse um álbum de fotos, qual imagem de beleza estaria na capa?


A partir das memórias compartilhadas, cada participante foi convidado a nomear, no papel, essa “beleza” através de lugares, práticas, paisagens e vivências que traduzem o valor do território. Elementos como o mar, as feiras, as sombras das árvores e os espaços de convivência surgiram como símbolos de identidade coletiva.


Na etapa seguinte, o exercício avançou para a construção de mensagens estratégicas, os participantes elaboraram roteiros curtos no formato de locução, conectando essas memórias a propostas concretas frente aos impactos das mudanças climáticas, como enchentes, calor extremo e precarização da infraestrutura urbana. O resultado foi a criação de roteiros pensados tanto para spots de rádio quanto para cards de redes sociais, que partem da valorização do território para defender soluções práticas. Mais do que peças de comunicação, os materiais produzidos funcionam como base para a construção de uma matriz de advocacy, articulando discurso, identidade e reivindicação política.


Para finalizar, os participantes criaram um “varal de ideias”, onde os cartões produzidos foram expostos e compartilhados em leituras coletivas, simulando locuções de rádios comunitárias. O gesto simbólico reforça um dos princípios do Rizoma: comunicar é também construir comunidade e disputar narrativas.

Ao transformar memória em estratégia, a aula reafirmou o papel da comunicação como ferramenta central na luta por justiça climática — especialmente em territórios historicamente marginalizados, onde as soluções precisam partir de quem vive, conhece e cuida do lugar.


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