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Instituto Commbne participa da FLICAN com debate sobre comunicação antirracista

1 de ago.
2 min de leitura

Atividade integrou a Caravana de Direitos Humanos e reuniu estudantes, educadores e participantes em diálogo sobre comunicação, literatura e justiça racial



O Instituto Commbne esteve presente, neste sábado, na Feira Literária Internacional de Canudos (FLICAN), realizada na histórica cidade de Canudos, no sertão da Bahia. A diretora do Instituto, Midiã Noelle, participou de uma conversa sobre o livro Comunicação Antirracista, em uma atividade realizada em parceria com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Governo do Estado da Bahia (SJDH).


A programação integrou a Caravana de Direitos Humanos e faz parte do projeto Tramas Afrodiaspóricas: Formação e Narrativas para Direitos Humanos e Justiça Racial, iniciativa do Instituto Commbne realizada em parceria com a SJDH, com recursos de emenda parlamentar da deputada estadual Olívia Santana.


Durante a atividade, Midiã Noelle autografou exemplares de Comunicação Antirracista e dialogou com educadores, estudantes e demais participantes sobre o papel da comunicação como prática educativa e como ferramenta de enfrentamento ao racismo e promoção da justiça racial.


O projeto Tramas Afrodiaspóricas já havia iniciado suas atividades no dia 27 de julho, com a realização da primeira Formação em Comunicação para a Justiça Racial, no Auditório Luiz Alberto, na sede da SJDH, reunindo profissionais de comunicação de órgãos públicos e governamentais da Bahia.


Na FLICAN, um dos momentos marcantes do encontro foi a presença da escritora Conceição Evaristo, que entrou na sala acompanhada pelo curador da feira. Na ocasião, Midiã compartilhou com o público a origem do nome Instituto Commbne, inspirado no verbo “combinar” e na frase “A gente combinamos de não morrer”, de Evaristo.


A referência ganhou ainda um sentido especial no contexto da atividade, que reuniu literatura, memória, comunicação e direitos humanos em um território marcado pela história de resistência de Canudos.


“Se, durante a escravidão, combinaram de nos matar, seguimos combinando de viver, de produzir conhecimento, de fortalecer nossas comunidades e de fazer da comunicação um instrumento de transformação social”, destacou Larissa Ominirê, gestora de projetos do Instituto Commbne, que também esteve presente na atividade, acompanhando e fortalecendo o diálogo com os territórios.


A participação na FLICAN reafirma a proposta do Instituto Commbne de levar o debate sobre comunicação antirracista para diferentes espaços e territórios, articulando formação, cultura, memória e justiça racial.

 
 
 

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