Commbne e Sepromi firmam cooperação e fortalecem atuação do CDCN
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Parceria reforça a comunicação como ferramenta estratégica para a promoção da igualdade racial na Bahia

O Instituto Commbne e a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) realizaram na terça-feira, 18 de agosto, a assinatura do termo de cooperação para fortalecer ações de formação, comunicação e promoção da igualdade racial. A assinatura contou com a presença da secretária Ângela Guimarães, do chefe de gabinete da Sepromi, Richard Santos, da conselheira titular do Commbne no Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), Camila França, e da suplente Midiã Noelle. A primeira atividade realizada a partir da parceria foi uma formação voltada às conselheiras e aos conselheiros do CDCN.
A atividade também reforça a presença institucional do Commbne no CDCN, com Camila França como titular e Midiã Noelle como suplente. Criado em 1987, o Conselho chega aos 40 anos de trajetória como um espaço histórico de participação social, controle e incidência nas políticas públicas de promoção da igualdade racial na Bahia. Sua história se confunde com a própria organização do movimento negro baiano e com a construção de políticas que hoje integram a estrutura do Estado. Ao longo de quase quatro décadas, o CDCN foi também espaço de atuação e liderança de grandes nomes da luta antirracista na Bahia, tendo entre suas presidências figuras como Makota Valdina, Luiza Bairros, Elias Sampaio e Fabya Reis, entre outras importantes lideranças que contribuíram para a consolidação da agenda de igualdade racial no estado.
A trajetória dessas lideranças expressa a relevância política e histórica do Conselho. Makota Valdina, referência na defesa dos povos de terreiro e da liberdade religiosa; Luiza Bairros, uma das mais importantes intelectuais e lideranças do movimento negro brasileiro; Elias Sampaio, com sua atuação na construção das políticas de promoção da igualdade racial; e Fabya Reis, que também esteve à frente da política institucional de igualdade racial na Bahia, integram uma história de quase quatro décadas de formulação, mobilização e controle social. A presença dessas e de outras grandes lideranças na presidência do CDCN demonstra a importância estratégica do órgão como espaço de diálogo entre o movimento negro, a sociedade civil e o poder público.
Para Camila França, que ocupa a titularidade do Commbne no Conselho, integrar o CDCN representa a possibilidade de contribuir diretamente com um espaço fundamental para a construção e o acompanhamento das políticas de igualdade racial na Bahia. “O CDCN tem uma importância histórica para a população negra baiana e brasileira. Estar nesse espaço é também assumir a responsabilidade de fortalecer uma trajetória construída por muitas lideranças e movimentos sociais, contribuindo para que o Conselho siga sendo um lugar de participação, incidência e defesa de direitos”, afirma Camila.
A formação foi conduzida por Midiã Noelle, jornalista, mestre em Cultura e Sociedade e diretora-geral do Instituto Commbne. Durante a atividade, ela abordou a comunicação como dimensão estratégica da luta antirracista e compartilhou com as conselheiras e os conselheiros seu livro Comunicação Antirracista: Um Guia pra se Comunicar com Todas as Pessoas, em Todos os Lugares. A iniciativa inaugura, na prática, a cooperação entre Commbne e Sepromi e reforça o compromisso de aproximar comunicação, participação social e promoção da igualdade racial, fortalecendo a atuação do CDCN em seu novo ciclo histórico.




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