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Commbne conduz formações com jovens comunicadores sobre comunicação popular e imaginário coletivo

1 de out.
2 min de leitura

O Instituto Commbne participou de dois importantes processos formativos com jovens comunicadores, contribuindo para o fortalecimento da comunicação popular, da formação crítica e da valorização de narrativas construídas a partir das vivências e dos territórios. As atividades aconteceram no âmbito do Projeto Jovens Comunicadores, em articulação com iniciativas de formação da Uneafro Brasil e Instituto Peregum, reunindo cerca de 60 jovens em cada encontro. As experiências promoveram espaços de diálogo, troca de conhecimentos e reflexão sobre o papel da comunicação na transformação social e no enfrentamento das desigualdades.


A primeira atividade aconteceu em 13 de setembro de 2026, durante a aula inaugural do Projeto Jovens Comunicadores, realizada na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. Com o tema “Comunicação e Poder Popular”, o encontro marcou o início do processo formativo e reuniu aproximadamente 60 jovens, além de educadores, representantes de organizações parceiras e convidados. A programação contou com momentos de acolhimento, intervenções artísticas e atividades de integração, destacando a comunicação como ferramenta de participação social, mobilização e construção coletiva.


Na ocasião, o Instituto Commbne esteve representado por sua diretora-geral, Midiã Noelle, que participou da programação e contribuiu para o diálogo com os jovens comunicadores. A atividade reforçou a importância de reconhecer a juventude como protagonista na produção de informações, na construção de narrativas próprias e na ampliação da participação popular nos espaços de comunicação.


O segundo processo formativo ocorreu em 1º de outubro de 2026, com a realização da atividade “Roda Viva: A Disputa do Imaginário Coletivo”. A atividade contou novamente com a condução da jornalista Midiã Noelle, e do professor Zosimo Ferreira, promovendo reflexões sobre a construção de percepções sociais e a influência das narrativas midiáticas na maneira como diferentes grupos são representados na sociedade.


Durante o encontro, foram debatidas questões relacionadas às representações midiáticas e às imagens construídas sobre a população negra e os povos indígenas. A atividade buscou estimular uma análise crítica dos discursos que circulam nos meios de comunicação, considerando a reprodução de estereótipos, os processos de invisibilização e os impactos dessas narrativas na formação do imaginário coletivo. A discussão também ressaltou a importância de disputar espaços de representação, fortalecer identidades e produzir conteúdos comprometidos com a diversidade e a realidade dos territórios.


A formação incentivou os jovens a compreender a comunicação para além da transmissão de informações, reconhecendo-a como um campo de disputa de sentidos, valores e perspectivas de mundo. Ao refletir sobre quem produz as narrativas, quais vozes são valorizadas e quais experiências permanecem à margem, os participantes foram convidados a reconhecer seu papel na construção de uma comunicação mais representativa, democrática e comprometida com a transformação social.

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