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Commbne apresenta Projeto Rizoma a comunicadores do Subúrbio de Salvador


O Instituto Commbne realizou na sexta-feira, 17, a apresentação do Projeto Rizoma – Conexões comunitárias por justiça climática e racial na Bahia, para comunicadoras e comunicadores populares, coletivos territoriais, rádios comunitárias e organizações sociais do Subúrbio Ferroviário de Salvador. A reunião marcou o início do processo de escuta ativa do projeto, que busca fortalecer a comunicação popular como ferramenta estratégica de enfrentamento ao racismo ambiental e aos impactos da crise climática nas periferias urbanas, especialmente em territórios negros historicamente afetados pela ausência de políticas públicas ambientais.


Coletivos e Instituições Parceiras:


Participaram do encontro representantes de organizações como a Rádio Alternativa de Mirantes, o Instituto Eu Melanina, bibliotecas comunitárias, coletivos de comunicação e iniciativas culturais do Subúrbio. Estiveram presentes a equipe do Instituto Commbne, e comunicadores/as convidados/as integrantes de coletivos comunitários e culturais da região, reforçando o caráter plural, territorial e colaborativo da proposta:


Eduardo Machado: Jornalista da Cipó Comunicação Interativa e morador do Quilombo Paraíso.

Dejanira Rainha: Fundadora da Biblioteca Social Afro-Indígena Minas do Subúrbio e gestora escolar.

Instituto Eumelanina: Representado por Udi Santos (Presidenta), Hilary Fonseca (Assessora de Comunicação) e Iasmin (Advogada).

Keno (Oxóssi da Lá Rua): Poeta e mobilizador do Movimento Resistência Cultural.

Patti Sena: Educomunicadora dos coletivos Dindê e Nós por Nós.

Lucas (Urubu Quilombo): Representante do Movimento Hip Hop e do Mirantes de Periperi.

Paripe.Net: Portal de notícias do bairro de Paripe


Projeto Rizoma – Conexões comunitárias por justiça climática e racial na Bahia


O Projeto Rizoma é uma iniciativa do Instituto Commbne, em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (ICS), e se propõe a formar comunicadores populares em justiça climática e racial, fortalecer rádios comunitárias e mídias territoriais, produzir conteúdos acessíveis sobre crise climática, racismo ambiental e regeneração, construir uma rede horizontal de comunicação no Subúrbio Ferroviário e ampliar a incidência política das comunidades nas políticas ambientais. “Inspirado no conceito de ‘rizoma’, o projeto aposta em uma estrutura descentralizada, colaborativa e conectada aos saberes locais, valorizando a comunicação como direito humano e ferramenta de transformação social”, destaca Camila França, diretora secretária do Instituto Commbne.


Durante o encontro, os/as participantes destacaram a importância de utilizar diferentes linguagens para ampliar o alcance da comunicação comunitária. O comunicador Lucas Leite ressaltou a diversidade como força do projeto ao afirmar: “Podemos usar linguagens mistas, aproveitar que somos diversos e construir uma comunicação coletiva, desde a base.” Ele também destacou a variedade de formatos possíveis para a comunicação popular. Para Lucas, a pauta ambiental precisa ganhar mais espaço nos territórios, reforçando: “O subúrbio precisa de cada vez mais braços pra pautar a luta ambiental.”


O jornalista Eduardo Machado celebrou o encontro como um espaço de troca, articulação e fortalecimento coletivo. Ele também reforçou o espírito de construção conjunta do projeto ao afirmar: “Acreditanos na força do trabalho coletivo. Vamo fazer acontecer”, destacando o compromisso dos comunicadores com a mobilização territorial e a luta por justiça climática e racial.

Como próximos passos, o Projeto Rizoma irá lançar um edital público de seleção para comunicadoras e comunicadores populares do Subúrbio Ferroviário interessados em participar das formações e ações do projeto. As atividades previstas incluem ciclos formativos presenciais e virtuais, produção de conteúdos multimídia, criação de podcasts e boletins climáticos, além de ações de incidência política e advocacy voltadas à promoção da justiça ambiental e racial na Bahia.


A mobilização territorial e a articulação com os participantes do projeto serão conduzidas por Aline Dias, ponto focal de mobilização territorial, e Paulo Ricardo, ponto focal de formação e projetos. Ambos serão responsáveis por acompanhar os comunicadores selecionados, apoiar as ações locais e fortalecer a rede Rizoma nos territórios, garantindo que o projeto se desenvolva de forma colaborativa, horizontal e conectada às realidades das comunidades.

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