Comunicadores do Subúrbio elaboram campanhas de incidência política durante formação do Rizoma
- Master Commbne
- há 6 dias
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Módulo de advocacy do Projeto Rizoma fortaleceu estratégias de mobilização em torno de pautas socioambientais e de justiça climática

Comunicadores do Subúrbio Ferroviário de Salvador concluíram, ao longo do mês de maio, o Módulo III – Advocacy e Incidência Política do Projeto Rizoma. A formação, promovida pelo Instituto COMMBNE, integra um processo voltado ao fortalecimento da comunicação popular, periférica e comunitária e da incidência política em torno das pautas de justiça climática nos territórios.
Conduzido por Paulo Ricardo, assessor de formação e projetos do Instituto COMMBNE, com apoio de Aline Dias, assessora de mobilização territorial da organização, o módulo combinou encontros virtuais e atividades presenciais para apresentar ferramentas de diagnóstico, planejamento estratégico e construção de campanhas de advocacy. O objetivo foi fortalecer a capacidade dos comunicadores de influenciar processos decisórios e ampliar a participação social na defesa de direitos.
Durante os encontros online, os comunicadores discutiram conceitos fundamentais relacionados ao advocacy, à mobilização social e à incidência política, refletindo sobre o papel das organizações da sociedade civil na formulação, monitoramento e aperfeiçoamento de políticas públicas. As trocas também permitiram mapear desafios enfrentados pelas comunidades do Subúrbio Ferroviário, como a ausência de saneamento básico em diversas localidades, o descarte irregular de resíduos sólidos, a insegurança alimentar e as dificuldades relacionadas ao trabalho e à geração de renda.
As discussões evidenciaram ainda como esses problemas se conectam aos desafios da justiça climática, uma vez que os impactos das mudanças climáticas e da degradação ambiental atingem de forma mais intensa populações historicamente vulnerabilizadas. Ao mesmo tempo, os encontros destacaram as potencialidades do território, marcado por fortes redes de solidariedade, organização comunitária e mobilização popular.
Campanhas construídas a partir das demandas do território

A etapa presencial da formação, realizada na Escolab, em Alto de Coutos, foi dedicada à construção de estratégias de incidência política baseadas em demandas identificadas pelos próprios comunicadores.
Como resultado desse processo, foram elaboradas duas campanhas. A primeira aborda os impactos dos alagamentos recorrentes na Feira de Periperi, problema que afeta diretamente feirantes, comerciantes, trabalhadores e moradores da região. A segunda, intitulada “S.O.S Praia de São Tomé”, busca dar visibilidade à contaminação ambiental que ameaça a biodiversidade local e compromete a atividade pesqueira e a coleta de mariscos, fonte de sustento para diversas famílias da comunidade.
Para estruturar as propostas, o grupo utilizou metodologias de planejamento estratégico, incluindo a definição de Metas SMART e a aplicação da Análise FOFA, ferramenta que permite identificar forças, oportunidades, fraquezas e ameaças relacionadas a cada iniciativa.
Os comunicadores também realizaram exercícios de análise de cenário e definição de táticas de incidência, avaliando diferentes caminhos para sensibilizar gestores públicos, fortalecer a mobilização comunitária e ampliar a visibilidade das pautas prioritárias do território.
Formação fortalece a participação social e a incidência política
Segundo Paulo Ricardo, o módulo integra a estratégia do Projeto Rizoma de fortalecer organizações, coletivos e comunicadores para atuarem de forma mais qualificada na defesa de direitos e na promoção da justiça climática.
“Ao transformar demandas locais em propostas estruturadas de ação, ampliamos a capacidade das comunidades de participar dos processos de decisão e de reivindicar respostas efetivas para os desafios enfrentados em seus territórios. A incidência política é uma ferramenta fundamental para fortalecer a participação social e a construção de mudanças concretas”, afirma.
Mais do que identificar problemas, a experiência demonstrou a capacidade das organizações e dos comunicadores do Subúrbio Ferroviário de construir soluções coletivas, mobilizar suas comunidades e atuar de forma articulada na defesa dos territórios. O módulo reforçou que a justiça climática também passa pelo fortalecimento das vozes locais e pela ampliação da participação popular nos espaços de decisão.


























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