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Commbne participa do Quilombos nos Parlamentos e encontro da Coalizão Negra por Direitos

4 de ago.
3 min de leitura

Instituto integra articulação nacional do movimento negro em debate sobre comunicação, tecnologia, soberania e justiça racial


O Instituto Commbne esteve em São Paulo, entre os dias 29 e 31, participando de importantes espaços de articulação política do movimento negro. No dia 29, o Instituto esteve no Quilombo nos Parlamentos, iniciativa que fortalece a presença de lideranças negras nos espaços de poder e a construção de uma agenda política comprometida com a defesa de direitos e a justiça racial. Nos dias 30 e 31, o Commbne participou do IV Encontro Internacional da Coalizão Negra por Direitos, espaço fundamental de articulação nacional e internacional para o fortalecimento das estratégias coletivas de enfrentamento ao racismo. Representaram o Instituto nas agendas a diretora-geral, Midiã Noelle, e os diretores Mike Araújo e Camila França.


A participação no Quilombo nos Parlamentos e no encontro da Coalizão reafirma a importância da organização coletiva e da articulação entre diferentes organizações, lideranças e movimentos para ampliar a incidência política da população negra. No Quilombo, o debate sobre a ocupação dos espaços institucionais de poder se soma à construção de estratégias para garantir maior representação negra no Legislativo e fortalecer políticas públicas comprometidas com a justiça racial. Já na Coalizão, a articulação ganha dimensão ainda mais ampla, reunindo diferentes experiências e territórios em torno de uma agenda comum de enfrentamento ao racismo e defesa de direitos.


Durante o IV Encontro Internacional da Coalizão Negra por Direitos, Midiã Noelle participou da Plenária 3 – Comunicação e Tecnologia: Narrativas, plataformas digitais e soberania tecnológica, ao lado de José Vitor Pereira, Semayat Oliveira e Pedro Borges, com mediação de Fani Santos. O debate colocou a comunicação e a tecnologia como territórios estratégicos de disputa política, questionando quem produz as narrativas, quem controla as plataformas e as tecnologias e quem participa da definição dos futuros possíveis. A discussão reafirmou a necessidade de democratizar as tecnologias, ampliar a participação negra nos espaços de decisão e construir soberania tecnológica a partir das experiências e saberes da população negra.


“A comunicação para a justiça racial faz parte da própria história da luta do povo negro no Brasil. Ela está na Revolta dos Búzios, nos panfletos que anunciavam liberdade e igualdade, em O Homem de Côr, no Jornal do MNU, no Irohin, na Confecom e chega hoje à construção de um Plano Nacional de Comunicação pela Igualdade Racial. Comunicação e educação caminham juntas e precisam ser reconhecidas como dimensões centrais da democracia. Precisamos fortalecer o movimento negro, ocupar os espaços de tomada de decisão e formar mais pessoas negras dentro do Estado, das universidades e dos espaços de financiamento.” — Midiã Noelle, diretora-geral do Instituto Commbne.

A participação do Commbne nessas agendas também reafirma a defesa de uma estratégia política antirracista, antipunitivista e anticapacitista, articulada nacional e internacionalmente e capaz de incidir sobre as políticas públicas e as estruturas de poder. Ao lado da Coalizão Negra por Direitos e de outras organizações e lideranças negras, o Instituto segue fortalecendo a construção coletiva de uma agenda que reconhece a comunicação como direito humano fundamental e como instrumento de transformação social.


Para o Commbne, estar no Quilombo nos Parlamentos e no IV Encontro Internacional da Coalizão Negra por Direitos significa fortalecer uma mesma perspectiva: a de que a justiça racial exige organização, participação política, disputa de narrativas, ocupação dos espaços de poder e construção de novas possibilidades para a população negra. Seguimos em articulação, construindo coletivamente caminhos para transformar direitos em políticas e políticas em mudanças concretas.

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